terça-feira, 13 de outubro de 2009

Momento poetico
Sendo este um jornal por excelência, e por excelência dos precisa-se e oferece-se, vou pôr um anúncio em negrito: precisa-se de alguém homem ou mulher que ajude uma pessoa a ficar contente porque esta está tão contente que não pode ficar sozinha com a alegria, e precisa reparti-la. Paga-se extraordinariamente bem: minuto por minuto paga-se com a própria alegria. É urgente pois a alegria dessa pessoa é fugaz como estrelas cadentes, que até parece que só se as viu depois que tombaram; precisa-se urgente antes da noite cair porque a noite é muito perigosa e nenhuma ajuda é possível e fica tarde demais. Essa pessoa que atenda ao anúncio só tem folga depois que passa o horror do domingo que fere. Não faz mal que venha uma pessoa triste porque a alegria que se dá é tão grande que se tem que a repartir antes que se transforme em drama. Implora-se também que venha, implora-se com a humildade da alegria-sem-motivo. Em troca oferece-se também uma casa com todas as luzes acesas como numa festa de bailarinos. Dá-se o direito de dispor da copa e da cozinha, e da sala de estar. P.S. Não se precisa de prática. E se pede desculpa por estar num anúncio a dilacerar os outros. Mas juro que há em meu rosto sério uma alegria até mesmo divina para dar.
Clarice Lispector

sexta-feira, 3 de julho de 2009


Morre Pina Bausch
A coreógrafa e bailarina alemã Pina Bausch morreu na manhã de hoje (30/06), aos 68 anos, na Alemanha. A notícia foi dada por um porta-voz do Tanztheater Wuppertal, companhia dirigida pela artista, que informou que a artista soube que estava com câncer há apenas cinco dias.Pina nasceu em 27 de julho de 1940, em Solingen, na Alemanha. Começou seus estudos em dança em 1955, na escola Folkwang, de Essen, e depois foi para Nova York. Regressou à Alemanha em 1962 para integrar a companhia de Kurt Jooss, onde começou a desenvolver a dança-teatro que revolucionou a forma de dançar e tornou seu trabalho admirado em todo o mundo. Desde 1973 ela dirigia o Tanztheater Wuppertal, com o qual dançou no último domingo (28/06).Entre as produções mais conhecidas de Pina estão Komm tanz mit mir (1977), Keuschheitlegende (1979), Café Müller (1978) e a versão de A Sagração da Primavera (1975). Em 2007, ela ganhou o Prêmio Kyoto, em homenagem a sua obra, que rompeu as fronteiras entre dança e teatro. Em setembro está programada a vinda do Tanztheater Wuppertal a São Paulo, quando será apresentado o mesmo programa que a companhia trouxe ao Brasil em 1980 (primeira turnê brasileira), com Café Müller e A Sagração da Primavera.
fonte do texto
idança

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Incomodados

Intrusos em um ambiente de venda e compra dubios-sinestesicos em uma performance nesse domingo .No mercado do Dirceu I olhares curiosos sobre aqueles corpos que de maneira diferente se portavam e se vestiam. como foi cada pra cada um ?Jessica :Foi diferente,foi intisgante ,ficou como sabor de quero mais ,todos aquelas pessoas te olhando,te julgado,foi muito bom chamar a atenção e ser o alvo. jõao luiz :Passou coisas totalmente inesplicaveis,sentimento de heroísmo de defender o que é nosso ,senti uma força ,uma magia de continua ,demonstra e defender nossos objectivos. Trindade :A melhor sensação que já senti em toda a minha vida ,só em ver as pessoas olhando e ouvi - las são loucos ou legal massa .Legal a sensação de duvida que deixamos.Wanderson Aàker :Uma forma de protesto,para mostra que ainda vivemos em uma ditadura onde manda quem pode obedece quem juízo e a questão das pessoas se tocarem de que se eles estão lá foi nós que os colocamos e eles devem obediência a nós.


domingo, 22 de fevereiro de 2009

opio


Eu queria você


Mais não podia ter você


Passo noites pesando em você.


Seu cheiro,sua boca,seu lábios.


Você bela com dia .


E lindo como noite.


As vezes tenho vontade de dizer que te amo.


Mais me calo ,para ouvi um não

Se você soubesse que quero você.

Talvez isso me matasse mesmo por dentro

Eu queria que você desaparece para essa dor passar

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

meu novo trabalho




o que essa imagem le passar ?
O um objeto pode dizer algo sobre vc
o que essa gravuras podem fala de mim
estou aberto a qualquer tipos de criticas

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009



Aula de Gramática



A professora debateu um tema muito bom que sobre linguagem
que existe varias formas de linguagem .Eu particularmente gostei muito do assunto porque pra mim tudo era um só linguagem. Pra mim foi muito interesante sabe que existir outras formas de linguagem.outras formas da gente si comunica sendo através de placas de transito ou por sinais .

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009


Amor

Amemos! Quero de amor Viver no teu coração! Sofrer e amar essa dor Que desmaia de paixão! Na tu’alma, em teus encantos E na tua palidez E nos teus ardentes prantos Suspirar de languidez! Quero em teus lábio beber Os teus amores do céu, Quero em teu seio morrer No enlevo do seio teu! Quero viver d’esperança, Quero tremer e sentir! Na tua cheirosa trança Quero sonhar e dormir! Vem, anjo, minha donzela, Minha’alma, meu coração! Que noite, que noite bela! Como é doce a viração! E entre os suspiros do vento Da noite ao mole frescor, Quero viver um momento, Morrer contigo de amor!

Por que mentias?


Por que mentias leviana e bela? Se minha face pálida sentias Queimada pela febre, e minha vida Tu vias desmaiar, por que mentias? Acordei da ilusão, a sós morrendo Sinto na mocidade as agonias. Por tua causa desespero e morro... Leviana sem dó, por que mentias? Sabe Deus se te amei! Sabem as noites Essa dor que alentei, que tu nutrias! Sabe esse pobre coração que treme Que a esperança perdeu por que mentias! Vê minha palidez- a febre lenta Esse fogo das pálpebras sombrias... Pousa a mão no meu peito! Eu morro! Eu morro! Leviana sem dó, por que mentias?

Se Eu Morresse Amanhã!

Se eu morresse amanhã, viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã; Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu perdera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! Que sol! que céu azul! que dove n'alva Acorda a natureza mais loucã! Não me batera tanto amor no peito Se eu morresse amanhã! Mas essa dor da vida que devora A ânsia de glória, o dolorido afã... A dor no peito emudecera ao menos Se eu morresse amanhã!
Autor Álvares de Azevedo